Tag Meu Autor

12.8.15

Hoje trago uma tag, pela primeira vez. Essa tag é original, ou seja, foi criada por mim com a abençoada colaboração da Ana Bungo e da Marinela Gomes como sempre. Pois bem, consiste em responder cinco perguntas sobre a relação que temos com um autor a nossa escolha. O objetivo, para além de expor tal relação, é convencer pelo menos uma pessoa a ler algo desse autor. Convido todos a fazerem e vamos ao que interessa.
 Tag Meu Autor
1. O Autor
Ndalu de Almeida, escritor angolano que atende pelo pseudónimo Ondjaki. Carismático e observador, transporta o seu mundo real para o seu mundo escrito.

2. O Primeiro Contacto
A primeira coisa que li desse autor foi o romance “Bom Dia Camaradas”, lá no princípio desse século. Li por recomendação do meu irmão José Carlos.

3. A Primeira Impressão
Foi amor à primeira vista. Ou leitura. “Bom Dia Camaradas” é um livro que se vale da fala infantil para abordar temas complexos. O jovem narrador, integrante da primeira geração de angolanos independentes, cresce pessoal, política e socialmente naquelas páginas. Luanda e as suas particularidades, da época e talvez de agora, são retratadas em episódios da vida desse menino. A obra é objetiva ao desvendar o seu assunto e é poética a falar-nos sobre ele.

4. A Influência
O que eu mais aprecio na escrita desse autor é o facto de ele criar em cima das memórias. Não especificamente por isso tornar a obra mais genuína e/ou pessoal. Tem que ver com a questão de eu ter nascido em 1992 e não ter vivido o período inicial da Angola independente. Embora tivesse conhecimento de algumas coisas através dos meus irmãos, ler essas memórias romantizadas permitiu-me quase perceber o que foi essa época. E toda a gente sabe que para sobreviver o presente e praticamente prever o futuro tem de se  compreender o passado. Afinal, a história dos homens repete-se. Além de aumentar o meu interesse por essa altura angolana, impulsionou a minha curiosidade por períodos históricos no geral.

5. A Recomendação
Recomendo que toda a gente leia pelo menos um dos livros do Ondjaki. Que mergulhe nesse mundo, geralmente narrado pelo neto da “Avó Dezanove” e amigo das filhas do senhor Tuarles. Que se permita ser parte do tempo em que passava o camião do fumo e os soviéticos construíam o mausoléu. E se por acaso decidirem ler o “Os da Minha Rua” digam-me o que acharam do conto da página 63, “Manga verde e o sal também”.

Obras Lidas Ondjaki

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