Recomendação da Inconstante | 11

17.8.15

Book

De quando em vez alguém no mundo faz algo fantástico que passa despercebido por longos anos. Até um dia alguém perceber que aquilo não só brilha como é ouro. A história do sucesso do romance “Stoner” é um exemplo disso.

2Imagens obtidas por Google Images | Imagens da autora desse blog

Quando John Williams publicou a história do personagem William Stoner, em 1965, não recebeu a recepção calorosa que o livro merecia. O livro retrata os anos de vida do rapaz nascido no Missouri e feito professor de Literatura pela primeira vez que se atreveu a decidir algo por si mesmo. Toda a vida de Stoner é uma sucessão de acontecimentos pouco felizes, intercalados por rasgos de esperança. E o escritor é tão bem sucedido na maneira como desenrola esses factos que aproximadamente 50 anos após a sua publicação foi traduzido pela escritora francesa Anna Gavalda. Essa tradução foi a abertura de baú que essa brilhante obra precisava. Nesse momento o mundo (re)descobriu não apenas o livro como também o seu autor. Confesso que estou curiosa para ler mais coisas escritas pelo John, mas antes disso aconselho-vos a sofrerem com o protagonista dessa obra. “Stoner” gerará lágrimas nos vossos olhos, sorrisos nos vossos lábios e profundas reflexões sobre a vida.

 

Sé

Apesar da minha impaciência, sou fã de séries. E a última que tirou o meu sono foi “Sense8”, da Netflix e dirigida pelos Wachowski e alguns dos seus habituais colaboradores.

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Oito estranhos de oito diferentes partes do mundo ligados por uma cena científica qualquer. Essa premissa não me atraiu. Mas como sempre o Tumblr fez esse trabalho. Completamente rendida aos GIFs e elogios com os quais esbarrei, resolvi dar uma chance a série. E foi assim, que mais uma vez, viciei-me. Felizmente para mim não houve muitas cenas científicas. É uma série sobre pessoas e relações. O facto deles partilharem experiências, emoções, lugares e corpos é apenas uma metáfora. Pelo menos para mim. Se desligarmos o dispositivo da ficção não passa de uma representação fantasiosa da vida real. E se alguém aí for ver, faça o favor de prestar atenção a cena da “What’s up”, é a minha preferida.

 

Movie

Numa tarde preguiçosa da semana passada resolvi assistir um filme com o meu irmão. Após uns 10 minutos a procura de algo interessante optamos por “Last Knights”, que não me parecia preencher essa vaga.

2(3)Imagens obtidas por Google Images

E eis que o filme dirigido por Kazuaki Kiriya, e estrelado por Clive Owen e Morgan Freeman, surpreendeu-me positivamente. Segundo me consta a história foi inspirada numa lenda japonesa de um grupo de samurais que vingou a morte do seu mestre. A maneira como a história é contada é envolvente ao ponto de não nos darmos conta do tempo a passar. Parecia que nada estava a acontecer mas o filme não estava parado e entediante. E quando finalmente aconteceu algo maior, e eu percebi o que se estava a passar, foi como se alguém tivesse decidido avançar o filme e passou tudo muito rápido a frente dos meus olhos. Dei por mim no fim ansiosa e chateada pelo fecho inconclusivo. Apesar de querer que essa história termine por aqui por ser boa, quase desejo que continue porque não respondeu a uma pergunta no término. Eu sei que parece que estou a falar num qualquer código, mas é só porque é daqueles filmes que ao se explicar há que ter cuidado para não soltar spoilers. Enfim, vão só assistir que é melhor.

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