Recomendação da Inconstante | 9

26.7.15

Sé

Numa inocente noite de Abril, a Sheila sugeriu que assistíssemos Empire. Das três presentes – eu, ela e a Yasmin – fui a única que terminou o primeiro episódio. E assim começou uma nova obsessão. A primeira temporada, com doze episódios, foi devorada num par de dias. As músicas formam hoje uma playlist no meu YouTube. E estou apaixonada por pelo menos metade do elenco.
1Imagens obtidas pelo Google Imagens
A série gira em torno da produtora musical Empire, dirigida por Lucious Lyon. O drama começa quando Lucious descobre que tem uma doença terminal e precisa que um dos três filhos assuma o comando da empresa. E aumenta quando Cookie Lyon, ex-mulher, mais dos filhos e com sede de poder, sai da prisão. Basicamente é o drama de uma família extremamente disfuncional. E um jogo perigoso para ver quem consegue o poderio. Junta-se a isso bom humor, música viciante, atores incríveis e algumas surpresas e tem-se uma série maravilhosa. Sério, quando acabei de assistir dei por mim meio desorientada. Mas isso já me passa porque a segunda temporada estreia a 23 de Setembro.

Music
Não lembro se foi pelas infinitas sugestões do YouTube ou por recomendação da Bee. Só sei dizer que foi no verão português do ano passado que conheci Cris Cab.
3Imagens obtidas no Instagram de Cris Cab | Imagem obtida pelo Google Imagens
O menino de Miami, nascido em 1993 entre a população latina, apaixonou-se pela música produzida no seu principal destino de férias, as Bahamas. Os sons reggae conduziram a sua entrada no mundo da música. E fazem-se até hoje presentes na sua obra. Óptimos exemplos disso são as colaborações com Wycleaf Jean como “Rihanna’s Gun” e a minha preferida “Another Love”. Quem gosta mais de pop também pode embarcar nessa viagem com músicas como “Liar Lair” e “Loves Me Not”. Apesar da pouca idade o seu trabalho conta com uma lista de renomados profissionais da área como  Pharrell Williams, Melanie Fiona e Shaggy. A sua carreira, ainda jovem, tal como ele, promete.

Book
Vou ser repetitiva e falar sobre algo que a Babs recomendou. Aparentemente temos gostos parecidos. Dessa vez é o autor dela preferido, Charles Bukowski. Acreditam que fui à Feira do Livro e só comprei UM livro? Eu!! Enfim, só tinha orçamento para isso e resolvi esgotar para matar a minha curiosidade. Dinheiro bem gasto amigos.
2(1) Imagem obtida pelo Google Images | Imagens da autora deste blog
Vou já começar por dizer que pessoas sensíveis a linguagem mais forte, a textos com conteúdo sexual, a humor agressivo e a exposição a assuntos como o alcoolismo não vão achar piada. E vão perder toda uma poesia implícita nessas discussões. Em “Música para Água Ardente” Bukowski mostra exatamente porque é conhecido como polémico  e Velho Safado. Essa compilação de histórias repugnantes, frustrantes e, acima de tudo, reais é uma bela amostra da obra que o escritor deixou. Os seus temas recorrentes – álcool, sexo, escritores desconcertados  e corridas de cavalo – fazem-se presentes sem qualquer delicadeza e/ou camuflagem. Não encontrei no decorrer da leitura momento algum de tédio. Cada nova narrativa era um convite para continuar. Bukowski descreve um mundo autobiográfico e mandado muitas vezes para debaixo do tapete. Um mundo que eu apreciei conhecer pelos seus sinceros e desnudos olhos. Um mundo que vos convido a conhecer.

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