Tempo

22.4.15

Tempo_1m55

Não tenho tempo.

E com essa típica frase de cobarde fechaste a porta atrás de ti. Talvez na esperança que mais uma vez me levantasse para alcançar-te. Ou ainda que me esquecesse desse episódio patético quando voltasses nessa noite. Lamento informar-te que mais nada te deve restar. Pois diz-se por aí que a esperança é a última a morrer. E eu fiz questão de matar a tua hoje. Mal saíste liguei à Morte. Com algum esforço lá consegui que arranjasse tempo. Esse tal que tu não tinhas. A boa notícia é que agora tê-lo-ás de sobra. Basta eliminar tudo o que gastas comigo. Por essa perspectiva não terás tanto. Os matabichos, os jantares, as oito horas de sono. Ya, não é assim tanto. Mas já é alguma coisa. Olha que de bónus ficas sem motivo para usar essa desculpa. Ainda dizes por aí que sou egoísta. Eu que penso sempre em ti. Até na hora de te abandonar. Por isso mesmo fiz o teu prato preferido. Kalulu de carne seca. E sabes o quanto eu odeio o cheiro de carne seca. Mas assim tens consolo. E bem precisarás dele. Que horrível será para ti me perder.

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