#Matrices2GA

25.3.15


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Três dias. Uma legião de mulheres. Umas gotas de homens. E na mesa foi posta a discussão sobre Arquitectura e Género. Aparentemente fala-se apenas das mulheres na Arquitectura. Desminto já essa ideia. Fala-se de Arquitectura. Comunicação. Inovação. Prática. Acção. Profissão. De um modo geral, apenas fala-se. Embora também se ria. E coma.


O que leram acima foi o primeiro esboço desse texto. Ia falar como escrevo as loucuras que a minha cabeça manda registar. E o verbo está no pretérito porque vou tentar uma abordagem mais séria. Palavra-chave: tentar. Isso deve-se ao facto de terem sido discutidos alguns aspectos que despertaram a minha atenção. E a pessoas fantásticas que eu passei a conhecer. E admirar.
1
Entre os dias 18 e 20 de Março, ocorreu na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia o 2° Congresso Internacional de Arquitectura e Género, intitulado Matrizes. Eu tive a sorte de fazer parte da organização. Acreditem, foi mesmo uma sorte. Primeiro porque me devia ter voluntariado, mas fui coagida. Segundo porque até vi coisas interessantes. E finalmente porque a Rosa Sheng seguiu-me no twitter. Esse último contando como o maior acontecimento dos três dias.
2
No primeiro dia, confesso, pouco me entusiasmou. Destaca-se na minha memória a inteligente e entusiasmante apresentação de Carlos, o filósofo do rabo de cavalo. E lá se vai a minha tentativa de escrever isso a séria. Porém a apresentação merece os adjetivos. Disse coisas sobre as quais já tinha pensado, mas à conclusão nenhuma tinha chegado. Resumindo, como se eu tivesse tal direito, disse que certas atitudes impulsionadas pelo feminismo mais parecem o ataque numa batalha da grande guerra pelo poder. Um isolamente que não resolve o problema e quanto muito o agrava. Isso tudo dito com muito cuidado e bom humor, não vá o grupo de mulheres presentes revoltar-se.
3
No segundo dia houve aquele melhor acontecimento de que já vos falei. Mas se calhar é melhor explicar-vos como aí chegamos. Sem dúvida que a apresentação de Rosa Sheng foi brilhante e interessante. Já no primeiro slide estava eu vidrada e encantada. O percurso que fizemos consigo sobre a sua vida revelou-se curioso. No mínimo. Na verdade foi muito puro. Provavelmente pela sua modéstia ao relatar os factos. Enfim, eu super apaixonada pela apresentação fiz um tweet a desfazer-me em elogios. E eis que Rosa Sheng favorita e agradece. Daí seguimo-nos, retweetamo-nos e avisamos ao mundo que estávamos no mesmo movimento usando a hashtag #Matrices2GA. Gostava muito de ter ido com ela à San Francisco, mas contento-me com a ideia de estarmos ao alcance de um tweet.
4
Para fechar com chave de ouro, ou arquitecta feminista, tivemos Jane Rendell. Em boa verdade vos digo, desconhecia o seu trabalho. Apesar de todos os elogios que a haviam tecido até àquele momento, não tive curiosidade em saber. Erro, meus caros. Grande erro. Queria ter conhecido essa senhora há muito mais tempo. A apresentação dela, apesar dos meus picos de cansaço e sono, foi muito boa. Previsivelmente, deixou o melhor para o fim. E ainda deu-nos bónus com as respostas as perguntas que lhe foram feitas finda a apresentação. A conclusão é que vou abrir uma nova poupança para comprar livros dela.
5
Sobre o congresso, no geral, não tenho queixas. Foi fantástico embora me tenha cansado imenso. Mas o sucesso não chega de graça a porta de ninguém. E nunca a frase da Lilly Singh team work makes the dream work fez tanto sentido. No entanto, o cansaço não foi apenas por isso. O formato de congresso é intensivo e denso. Embora as apresentações sejam breves e haja intervalos entre sessões, há muita informação a ser digerida. Por conta disso foi-me impossível prestar a mesma atenção a todas.









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