Algo

11.8.14

�
















- Ontem reencontrei um amor antigo.

- Sério? 

- Sim. Foi... Interessante!

- Não sei que tipo de reação esperas de mim.

- Porquê?

- Porque não sei como essa notícia pode ser relevante para mim.

- Não precisa ser relevante.

- E estás-me a dizer isso porque...?

- Porque no outro dia fizeste-me uma pergunta que não respondi. E ontem descobri a resposta.

- Que pergunta?

- Sobre o que somos.

- Ainda não percebi a relação entre os dois acontecimentos.

- Ontem ao encontrar o antigo amor,  descobri porque não funcionou.

- Hummm.

- Porque éramos algo definido. E eu quero que isso funcione. Por isso, deixa só ser. Como for. Desde que seja. Não ponhamos rótulos. Nem em frascos. Vamos ser. Existir. Estar. Aqui e agora. Com o sol na cara. Areia nos pés. Mãos dadas. E água de coco. 
Sejamos hoje. O amanhã não existe. Nem interessa. Sejamos livres. E felizes. Mas inteiros. Nunca gostei de metades de laranja. Dão meio sumo. Refrescam meio corpo. O corpo é complexo. Tem de ser inteiro. Como a profundidade da alma. A que busca a gémea. Que a minha já encontrou.

- A do amor antigo?

- Não. A do algo indefinido.

Cenas Parecidas

0 Outras Alturas

Skoob | Minha Biblioteca Virtual

Portfólio | Arquitetura & Design

Flickr | Galeria de Fotografias