Azul (II)

3.2.12

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- Mas era mesmo assim tão maravilhosa ou tem uma gota de exagero nisso tudo?

- Nem gota nem pingo. E não era só maravilhosa. Era maravilhosamente espectacular.

- Pois…

- Ok, pensa o que quiseres. Ela era e ponto.

- Calma Lucas. Se ela é importante para ti, acredita que voltarão a encontrar-se.

- Espero Nelson. Espero mesmo!

- Mas conta ainda bem essa cena do azul.

- O azul é tudo. Tudo o que me interessa é ou tem azul…


*  *  *

- Vamos comemorar o aniversário do Júlio num bar. Queres ir Lucas?

- Não Nelma, obrigada. Acho que fico aqui até mais tarde a adiantar trabalho. Estou a prever um atraso amanhã.

- Ah, deixa-te lá disso pá! Vais sim.

- Nada, hoje não me apetece mesmo.

- Apetece sim, só não descobriste ainda. Levanta-te, já está toda gente a sair.

- Mas eu…

- Mas tu nada pá! Vamos de uma vez.

- Sim…chefe.


A conversa no carro, a caminho do bar, estava animadíssima. Mas não para mim. Não me apetecia estar ali, muito menos participar de nada daquilo. E lá chegamos ao tal do bar. Numa esquina duvidosa dum bairro suspeito. E a primeira coisa que vi ao entrar foi azul. Aquele brinco azul.

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