Fracassos & Sucessos

23.12.11

O ano já vai no fim e as pessoas já cumprem clichés. Já vejo listas de vitórias e derrotas espalhadas por aí. Toda gente, mesmo sem querer, faz um balanço do seu ano. E como sou humana e, apesar de amar a minha anormalidade, duas vezes por ano sou normal, vou fazer o meu balanço.

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Fracassos
Não ter ido à Barcelona para estudar Arquitectura. Sem dúvidas o que mais me doeu! Mas ainda piorou quando a segunda opção, que era Madrid, também não deu. Tristeza profunda e algumas lágrimas derramadas, mais que isso não foi necessário.

Não ter cumprido 50% do que eu quis fazer este ano. Por exemplo, me entregar de corpo e alma ao curso de costura, escrever 50 artigos para o blog  e comprar (finalmente) uma máquina fotográfica (muito) melhor que a minha. Essa lista é extensa porque sonhar é de graça!

Descobrir que não faço milagres nem sou especial. Foi da pior forma! Este ano, caso alguém não tenha reparado, teve muitas mortes ilustres e surpreendentes. Que todos morreremos um dia é já sabido, mas ainda é estranho (para mim) ouvir que certa pessoa morreu. E este ano, foi um atrás do outro. Antes da ferida sarar já tinha outra aberta. Aceitar que determinado ser já não fará parte (só activamente, claro) do nosso mundo é complicado, mas se esse ser está connosco todos os dias é simplesmente horrível (R.I.P. Laica). 

Sucessos
Entrar para a Universidade. É daquelas coisas que se tem que experimentar para saber. Só eu (que exagero!!!) sei o que que passei para lá chegar. Os verbos dormir, comer, estudar, sorrir, chorar, falar e lutar foram grandes companheiros. Mas enfim. Até agora, está (tudo) bem. Pelo menos o curso está confirmado que é o mais acertado para mim. A Arquitectura é o que eu quero mesmo! Acho que já disse que ela é parecida comigo. Em suma, estou a gostar da experiência, mas estudar é estudar.

Aprender um idioma, no caso, Español. Eu amo estudar línguas, excepto Português (trauma escolar), e essa eu sempre quis aprender. Toda a dinâmica que envolveu o aprendizado foi muito boa. A metropilitana Madrid, os espanhóis sempre alegres, a rotina terrível, os colegas de todo mundo, os amigos para sempre, a professora Francisca, a cultura diferente, enfim..uma maravilha. Próximo idioma: Italiano.

Crescer/Amadurecer. Sim, não é tão fixe como se pensa aos 12 ou aos 16 anos. A tal da liberdade vem carregada de responsabilidade. São testes diários como uma simples ida ao supermercado ou o simples acto de sabermos que temos de levantar quando o despertador toca. Eu já fazia isso também, mas não com a responsabilidade toda sobre mim. Agora é estranho, mas é real. Há mais coias que dependem de mim do que as notas na escola ou com quem me relaciono.

Tirar a carta de condução. Bem, eu não gosto de conduzir, mas há males necessários e esse, com certeza, é um deles. Não que estivesse nos meus objectivos urgentes ou imediatos, mas aconteceu.

Analisando o tal do balanço, até foi positivo. Tendo em conta que tenho mais sucessos que fracassos na lista. Claro que podia ser melhor, mas eu já descobri que não consigo fazer milagres.
Para o próximo ano vou tentar não ter tantas expectativas e optar por um voo mais baixo. Só para amenizar os danos das possíveis (e prováveis) quedas. Que venha o próximo!!! Dedos cruzados

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