Isso é oficialmente um escândalo!

7.11.11

Realizei, pela segunda vez esse ano, um dos itens da minha lista “35 coisas a fazer antes dos 35 anos”. Fui à um concerto do John Legend. Era tão bom se a noite toda de sábado tivesse sido só o concerto…

Bem, começou tudo com uma tal de Gala de Beneficência da Cruz Vermelha de Angola. Permitam-me que vos diga que só me pareceu interessante quando descobri que o John Legend cantaria. Confesso ser muito pouco altruísta e não creio que o meu nível de solidariedade seja positivo. Mas era uma oportunidade, e nunca se sabe se será a única ou não. Refiro-me ao John, infelizmente.

Assim sendo, lá fomos nós – eu, a Dudu, o Chua e a Rosy – todos janotas ao tal do Baile Vermelho. Digo já que começamos mal! Um atraso de meia hora, por mais que me irrite, em Angola eu considero normal, mas uma hora já é aborrecido e duas já é uma autêntica falta de respeito. Ficamos pelo último caso. Parece que o que essa gente gosta é de multidões e amontoados!

Já lá dentro foi uma desordem só vista. Vê-se que a situação está grave quando a moça do protocolo que te é suposto indicar o lugar onde sentar desconhece o paradeiro da tua mesa. Mas a situação piora quando a tal mesa onde já te encontras sentado, ao contrário das outras, está desprovida de qualquer dos utensílios que necessitas para tomar uma refeição.

Em um evento daquele porte ninguém sequer se dignou a sugerir que fossemos comer. Mas não há problemas porque a fome vence a vergonha e a elegância. Falando em “se dignar dizer algo”, acho que isso também cabia a presidente da Cruz Vermelha de Angola, mas também não aconteceu. O motivo? Simples: ela chegou três horas atrasada ao evento do qual era anfitriã.

Depois tivemos problemas de logística. Sim, faltou sumo, sprite e champanhe. Não culparia a organização, mas a falta de controle. Sim, porque a mim pareceu ter havido “ginástica dos cinco dedos” nos “bebes”. Não falo dos “comes” porque não tenho conhecimento.

O palco recebeu gente a mais na minha simplória opinião. Algumas até que confesso não ter prestado atenção ao que diziam. O leilão estendeu-se e passou os limites da minha paciência (que quase não existem). E depois sim, começou a melhorar. A Yola Semedo cantou uma música que desconheço e esforçou-se muito para dar o seu melhor no clássico Muxima (e ficou pelo quase).

Há que mudar de parágrafo para falar do melhor momento da noite. John Legend, anunciado por Bruna Tatiana, subiu ao palco e acabou com a platéia (até aqueles velhos que o desconheciam e aqueles armados em finos que acham que é crime cantar a música com o cantor em um concerto). Não precisou da sua maravilhosa banda, incluindo os três coristas. Só ele e o piano. Ah, e o talento dele e a nossa emoção e as luzes do ambiente. Ouve espaço para um dueto com a Yola Semedo, da música que ele canta com a grande Ana Carolina “Entreolhares”.Cantou, encantou e continuou a encantar. Do primeiro ao último álbum e inclusivé um single do próximo “Dreams”. Mas como o melhor guarda-se para o fim, ele teve que fechar com “Ordinary People”. Após nos deliciar com o seu incrível talento, cumprimentou os “Pais da Nação” e retirou-se do recinto. Sabem como é, para não gastar a imagem!

Apesar dos pesares e de todos os outros que pesam, a noite foi boa. E, sinceramente, não são todos os dias que se vê o John Legend. Como diria o meu irmão: Isso é oficialmente um escândalo! 

Cenas Parecidas

0 Outras Alturas

Skoob | Minha Biblioteca Virtual

Portfólio | Arquitetura & Design

Flickr | Galeria de Fotografias