Ok…já chega!

15.7.11

O que era para ser algo parecido com umas férias, um descanso ou uma simples sucessão de dias a fazer nada, transformou-se em algo completamente oposto. Acordo as seis e (…) da manhã, saio de casa as sete e faço um caminho de cerca de quinze à vinte minutos a pé. Entro para um carro e ouço durante meia hora um jovem assenhorado a dizer “vira o volante”, “trava o carro”, “não faz isso”, “muito bem”, “hoje não comeste ou quê?” e outros enfins. Depois disso, tenho uma hora fechada numa sala que as vezes parece minúscula (mas, só mesmo as vezes), com um monte de gente de todos os tipos, grupos, classes e categorias. Talvez essa seja a segunda pior parte. Sim, a mim não venham dizer que “as aulas de código são melhores que as de condução”. Nem depois de meio quilo de cocaína, e olha que eu sou preguiça o suficiente para achar mais piada a ficar sentada uma hora do que a ficar sentada meia hora com movimentos suaves (ou não tanto). Continuando, faço todo o caminho arenoso para casa, finalmente. Enfim, até as nove e meia (supostamente, dependendo dos atrasos de saída da turma anterior e da empolgação do professor em determinado dia), a minha manhã não é a coisa mais bonita de se viver. Mas o pior nem é tudo isso junto.

O pior é uma coisa que sempre me irritou. O que a Vanessa da Mata chamaria de “cantada barata, recta sem palavra”, só que no meu caso não adicionaria “passarinho bom”. Nem com uma arma apontada à cabeça! Os “psiu, psiu”, “fofa”, “moça”, “só o pecado”, “gostosa” e outros bordões e frases de engate barato têm torrado a minha paciência. E como!!! Tenho aplicado o meu melhor método para isso: Ignorar Totalmente. Mas nem assim  tem resultado. Não aguento mais. Alguns, no princípio, chegavam a ser engraçados, dignos de arrancar-me um sorriso. Mas na última semana a tolerância e a paciência, duas coisas que mal constam do meu chip de personalidade, esgotaram. Só de pensar em ouvir um “ai meu Deus” cada vez que for à rua, fico doente. Por favor, tenham dó de mim. Parem com essas tristes investidas. Se quiserem até posso aconselhar uns especialistas em “chachos”. Mas parem só!!!

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