Personalidade do Mês - Wangari Muta Maathai

23.9.09



A personalidade desse mês é um alguém muito especial. É a pessoa que pôs oa expressão mulher africana na lista do Prémio Nobel da Paz.

Wangari Muta Maathai nasceu a 1 de Abril de 1940 em Nyeri, no Quénia. Depois de uma infância sem nem sequer luz elétrica, Wangari teve a chance de estudar com mais infra-estrutura. Deu a sorte de se formar na escola secundária justo no ano em que o Quênia fechava um acordo em que enviaria estudantes para graduação nos EUA.

Em 1960 ela desembarcou em Nova York, chegada que comparou a "desembarcar na Lua". Nos seis anos que passou nos país, se formou em biologia no Kansas, e depois fez mestrado na Universidade de Pittsburgh.

Retornou ao Quênia com ideais americanos de liberdade, logo após seu país ter declarado independência do Reino Unido.

O momento de volta representou em vários aspectos uma retomada das origens. O confronto religioso de nascer em uma tradição e ser aculturada por outra, por exemplo, havia gerado uma confusão de identidade.

Apesar de ter recebido o nome Wangari de seus pais, por anos ela foi chamada de Miriam, o nome cristão que recebeu ao ser batizada por uma das ordens religiosas que foram catequizar o Quênia. Virou Mary Josephine quando resolveu adotar o catolicismo e só ao voltar para o Quênia reassumiu o Wangari Matu (Maathai viria depois com o casamento).

Como pesquisadora da Universidade de Nairóbi, viu no começo dos anos 1970 rios assoreados, substituição de mata nativa por plantações de chá e café, ameaças à pecuária tradicional do país. Não tardou para que aderisse a instituições como o Conselho Nacional de Mulheres do Quênia. Dali para a criação do Movimento Cinturão Verde foi um pulo.

Mas até que ele se fortalecesse e se tornasse internacional, Wangari foi demitida da universidade e presa algumas vezes pelo governo que combatia. Como sugere o título do seu livro, ela não se abalou e já deixou um legado de mais de 30 milhões de árvores plantadas.

"Maathai permanaceu corajosamente contra o antigo regime opressivo no Quénia", o Comitê Nobel Norueguês anunciou em uma declaração anunciando-a como a vencedora do Nobel da Paz de 2004. "Suas formas de ações únicas contribuíram para chamar a atenção a opressão política - nacional e internacionalmente. Ela serviu como uma inspiração para muitos na luta por direitos democráticos e tem especialmente encorajado as mulheres a melhorar sua situação."

Maathai causou controvérsia entre os comentadores da mídia, quando numa conferência de imprensa seguinte ao anúncio do Prêmio nobel, ela falou em favor da alegação de que o vírus HIV era um produto criado pelo homem através de Bioengenharia, e então lançado na África por cientistas ocidentais não-identificados como uma arma de destruição em massa para "punir os negros". A alegação foi apoiada apenas por uma pequena minoria, e é uma das várias teorias conspiratórias sobre a SIDA. Desde então ela tem fugido de uma posição definitiva: "Eu não sei sobre a origem... E espero que um dia saibamos, porque é algo que obviamente todos queremos saber - de onde vem a doença".

Wangari é mais um exemplo que as mulheres são capazes de muito mais, para além de cuidar da família e da casa. Com trabalho e força de vontade tudo torna-se possível e alcançável

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