Personalidade do Mês - Neil Alden Armstrong

25.8.09


Desculpem pelo atraso. O artigo era para ser publicado ontem, mas não estava a cabado e eu tinha que viajar hoje as 5 da manhã, por isso só publiquei agora. A personalidade desse mês (Agosto) é um homem que disse uma frase muito famosa: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade". Sim, estou a falar de Neil Alden Armstrong, o primeiro ser humano a pôr os pés na Lua.

Neil Alden Armstrong, nasceu a 5 de Agosto de 1930 em Wapakoneta, Ohio. Foi aviador da Marinha, tendo combatido na Guerra da Coréia como piloto de caça. Voltou aos Estados Unidos depois da guerra e tornou-se piloto de testes de empresas fabricantes de aviões, tenstando mais de 900 tipos de aeronaves diferentes durante a década de 1950, entre eles o famoso X-15, o primeiro avião do mundo a voar na estratosfera terrestre.

Armstrong interessou-se pela NASA cinco ou seis meses depois da abertura das inscrições para a formação de um novo grupo de astronautas, em 1962, e foi escolhido para o chamado Grupo dos Nove, denominação decorrente do modo como eram conhecidos os primeiros astronautas norte-americanos selecionados em 1960 para o Projeto Mercury, o Grupo dos Sete, tornando-se o primeiro astronauta norte-americano civil.


Os primeiros dois anos de Armstrong e do novo grupo na NASA foram dedicados a treinamentos e ao acompanhamento da fabricação dos motores, foguetes e espaçonave que se destinariam aos projetos Gemini e Apollo. Em março de 1966, ele realizou seu primeiro vôo ao espaço como comandante da Gemini VIII, em companhia do astronauta David Scott, que anos depois comandaria a Apollo 15 e também pousaria na Lua. A missão, problemática, era a junção no espaço com um foguete Agena não-tripulado, como teste para as futuras missões Apollo, em que a nave de comando precisaria se conectar e se separar do Módulo Lunar. Problemas de estabilidade no foguete, que começou a rodar sem controle sobre si mesmo após o engate das duas espaçonaves, causaram o aborto e o encerramento mais rápido da missão.

Após esta primeira missão, Armstrong, a mulher dele e um grupo de astronautas e dirigentes da NASA acompanharam o Presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson numa viagem de relações públicas pela América do Sul, visitando 11 países e 14 cidades, com Armstrong impressionando por fazer suas saudações aos povos visitados na língua local. No Brasil, ele chegou a falar sobre sua admiração pelos pioneiros experimentos de Alberto Santos Dumont.


Em dezembro de 1968, Donald Slayton, antigo astronauta do Projeto Mercury e então Chefe do Comitê de seleção de astronautas do Projeto Apollo, ofereceu a Armstrong o comando da Apollo 11, a missão que desceria primeiro na Lua. Esta escolha surgiu de uma reunião semanas antes, entre os principais diretores do programa Apollo, que decidiram que Armstrong seria o primeiro na Lua por causa de seu perfil parecido com o grande herói americano Charles Lindbergh, um homem de características discretas e essencialmente técnicas, sem grandes egos.

Toda a saga de Armstrong, Aldrin e do vôo pioneiro está contada na história da missão Apollo 11. Sua frase épica, "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade" ao pisar pela primeira vez na superfície lunar, é uma das mais conhecidas na história, mas só veio à cabeça de Neil poucos momentos antes de descer da nave, já pousado na Lua.

Além dos importantes experimentos científicos que ali fizeram, ele e o piloto do ML, Aldrin, fincaram na Base da Tranqüilidade uma bandeira metálica dos Estados Unidos e colocaram uma placa junto à perna do Módulo Lunar Eagle, assinada pelos astronautas e pelo presidente americano Richard Nixon: "Aqui os homens do planeta Terra puseram pela primeira os pés na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz em nome de toda a humanidade".


Após a volta da Lua e um período de 21 dias de quarentena na Terra, Armstrong e a tripulação da Apollo 11 fizeram uma turnê mundial por dezenas de países, sendo recebidos em triunfo, das trincheiras dos soldados americanos no Vietnam à União Soviética, onde foi recebido pelo premier Alexei Kossygin, conheceu a primeira mulher a ir ao espaço Valentina Tereshkova e foi o primeiro ocidental a visitar o Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, no cosmódromo de Baikonur, Cidade das Estrelas, até então um dos locais mais secretos da antiga União Soviética.

Depois de anunciar que não mais iria ao espaço após a saga da Apollo 11, Neil Armstrong retirou-se da NASA em fins de 1971 e tornou-se professor de engenharia na Universidade de Cincinnati, rejeitando ofertas milionárias de grandes empresas para trabalhar como relações públicas ou em cargos de diretoria, assim como a oferta de todos os partidos políticos que desejavam tê-lo como candidato a qualquer coisa, (ao contrário dos ex-astronautas John Glenn e Harrison Schmitt que entraram na política e se elegeram senadores).

Desde então, hoje com 78 anos e casado pela segunda vez, Neil Armstrong leva uma vida discreta, aparecendo somente em solenidades do governo americano relativas a tecnologia espacial e em palestras sobre o passado e o futuro da conquista do espaço.


O último ato de Neil Armstrong na Lua foi depositar na superfície um pequeno memorial com os nomes e as fotografias de Yuri Gagarin, Vladimir Komarov, Virgil Grisson, Ed White e Roger Chaffee, os americanos e soviéticos mortos durante o começo das viagens ao espaço, antes da chegada à Lua. De todos, apenas Gagarin não morreu numa nave espacial, mas num acidente de avião, seis anos após seu histórico vôo em abril de 1961.


Em 1972 ele foi recebido com emoção e alegria na cidadezinha de Langholm, na Escócia, berço do primeiro clã Armstrong e agraciado com o título de primeiro homem livre do burgo local. O magistrado-chefe da cidade rasgou então uma lei de 400 anos de idade, que condenava à forca qualquer Armstrong encontrado na cidade, motivo pelo qual os Armstrong emigraram para os Estados Unidos ainda na época das caravelas.

Neil sempre achou que suas chances de pousar e sair com vida da Lua eram de 50% e ficou extremamente surpreso e extasiado de que tudo tenha sido um grande sucesso.

Em 1994, Armstrong processou a maior empresa de cartões de crédito da América, por usar sua histórica frase ("este é um pequeno passo…") em cartões e decorações de árvores de natal e nunca mais deu autógrafo desde que descobriu que o site E-bay vendia por até 50 000 dólares objetos em mãos de colecionadores autografados por ele e pela tripulação da Apollo 11 e até falsificações vendidas como verdadeiras.

Em maio de 2005, ele envolveu-se num dos mais inéditos casos de processo por direitos autorais que se conhecem, com seu barbeiro de mais de 20 anos, Marx Sizemore. Depois de cortar os cabelos de Neil, o barbeiro vendeu por U$ 3000 as mechas do cabelo cortado a um fanático colecionador, sem o consentimento ou conhecimento de Armstrong e foi obrigado pelo tribunal a devolver o cabelo ou o dinheiro. Sem ter como reaver os restos de cabelo, Sizemore devolveu os três mil dólares que Armstrong doou à caridade. Existe uma pequena cratera na Lua, perto do local onde aterrissou a Apollo 11, chamada Armstrong em sua homenagem.

Neil Armstrong, quando jovem, foi escoteiro. Em homenagem ao escotismo, ele levou para a Lua o brasão símbolo da Organização Mundial do Movimento Escoteiro, que está lá até hoje ao lado da bandeira dos EUA.

Em outubro de 1978, recebeu do Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, a Medalha de Honra Espacial do Congresso, criada em 1969 para premiar astronautas responsáveis por feitos excepcionais para a nação e a Humanidade, a maior honraria civil outorgada a um astronauta pelo governo norte-americano. Ele foi o primeiro a recebê-la.

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