A procura da felicidade

20.1.09

Vivemos todos para a mesma coisa. Damos desculpas diferentes para o mesmo assunto. Usamos meios distintos para alcançar o mesmo fim. Cada um escolhe um intermediário. Tu queres ser cantor. Eles querem ser empresários. Eu quero ser engenheira. Damos voltas. Subimos escadas. Apanhamos táxis. Andamos de avião. No fim das contas, estamos todos no mesmo beco. Há quem não consegue lá chegar. Luta toda vida, mas não o suficiente. Há quem precisa de ajuda. Não do intermediário, mas de outros. Há quem pensa que lá chega. Encontra um conforto num determinado ponto e engana-se. Há quem faz outrem desistir. Pode ser por fazer o mesmo ou por mera maldade. Há quem desiste no meio do caminho. Cansa-se de esperar e desiste. Há quem lá chega mais de uma vez. Não se conforma e refaz o caminho. Muitas vezes ouvimos a palavra destino. Uma força maior que dita os nossos passos. Ninguém garante que existe. Ninguém pode garantir a sua inexistência. O caminho é longo e tem obstáculos. Durante uma vida acontece muita coisa. Uma das coisas mais perigosas é o amor. Pode levar-nos ao paraíso e/ou ao inferno. Pode ajudar e/ou atrapalhar. Pode levar-nos ao tão esperado beco. Pode fazer-nos recuar no caminho. Pode manter-nos parados para sempre. O amor pode ser o pior obstáculo ou o melhor empurrão. É parte obrigatória do percurso. Seja qual for a sua forma encontrada. Não basta querer. Tem que fazer e saber fazer algo. Desejos não se realizam sem esforços. Sonhos não se concretizam sem vontade. Fazemos coisas absurdas. Colocamo-nos em situações constrangedoras. Somos capazes de mudar o mundo se for preciso. Procuramos nos lugares mais improváveis. Cometemos loucuras incríveis. As vezes procuramos muito longe o que está dentro de nós. Os comboios podem ser diferentes, mas todos nos levam à uma única estação. Todos procuramos o mesmo. Afinal, quem nunca procurou a felicidade?

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