O estranho

23.1.09

Ontem fui ao cinema com o meu irmão. Fomos ver um filme interessante. “O estranho caso de Benjamin Button” era o título do filme. O indivíduo em questão nasceu com oitenta anos e foi rejuvenescendo. Acabou por morrer como um recém-nascido. Pus-me a pensar. E se realmente essa fosse a regra? E se fosse tudo ao contrário? E se tivéssemos as duas opções? De uma coisa tenho certeza, seria muito estranho. Imagina que tu nascias bebé e a tua irmã velha. Seria tudo muito diferente. Pensando bem, não seria estranho porque seria a regra e não a excepção. Aliás, se tivéssemos as duas opções não haveria excepção. Estou a achar o que eu mesma estou a escrever um bocado confuso. Parece que me contrario em cada frase. Voltando ao assunto central, bem nem falei qual é ainda. Comecei a pensar como seria o mundo se mudássemos algumas coisas. Na verdade, se essas coisas fossem normais. Se mudássemos algumas coisas seria o caos. Por exemplo se as estradas fossem como montanhas-russas onde o carros não ficavam presos. Eu é que não andaria nelas. Se apenas gémeos fossem boas pessoas. Eu não iria prestar. Se realmente os últimos fossem os primeiros. Depende da situação. O mundo não seria estranho, mas nos pareceria estranho. Tudo isso porque não estamos habituados a quebras de rotina. Está provado cientificamente que o homem é um animal de hábitos. Mesmo os que se dizem aventureiros, insaciáveis e tudo mais. Uma quebra na rotina muda muita coisa. O problema é que estamos habituados a que nós mudemos e não o resto do mundo. Afinal, o estranho caso de Benjamin Button não é tão estranho assim. Vejamos, todos nós usamos fraldas nos primeiros e nos últimos tempos.

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