Desabafo

11.1.09

Hoje acordei inspirada. Escrevi dois poemas e um pequeno artigo. Não me senti satisfeita. Não me bastava. Resolvi desabafar a escrever. É bem possível que não saia nada de jeito, mas hoje estou insaciável. Tenho tido ataques de indisposição e tem me faltado inspiração. Hoje foi um dia produtivo, foi especial. Consegui pensar e escrever. Passei quatro dias a ler um livro de 350* páginas. Era tão bom que deixei de viver para ler. Estranho, se deixei de viver, como é que consegui ler?! Mas vocês entenderam, claro. Vou ficar três dias e depois procuro outro livro. Ler e escrever são os meus refúgios. Na verdade são tudo. Leio e escrevo, quando estou triste ou alegre, cansada ou entusiasmada, lenta ou rápida e outros estados de espírito. Uns vão ao psicólogo, outros tentam se matar. Eu, bem…escrevo e leio.

A minha relação com os livros começou aos 9/10 anos. O primeiro livro que li foi “A cabana do pai Tomás”. Era uma história incrível. Depois tínhamos aquelas tarefas escolares de redacção. Eu achava maravilhoso. Depois das aulas de formação manual (porque tínhamos um professor bom, em todos aspectos) as redacções eram a melhor parte das aulas. Podia usar a imaginação como quisesse. Era livre. Sempre tive uma imaginação muito fértil. Consequentemente uma forte tendência para mentir. Pelo ao menos é fácil para mim inventar mentiras. Não estou a afirmar que sou mentirosa. Mas sou adepta do “ quem conta um conto, aumenta um ponto”. Inclusive talvez aumente também umas vírgulas, travessões e quem sabe parágrafos. O mais estranho disso tudo para mim, é que prefiro mil vezes lidar com números do que com letras. Prefiro o sudoku tradicional as palavras cruzadas. Prefiro a matemática ao português. Prefiro a física a biologia.

Dizem que falo muito. Eu concordo. Falo pelos cotovelos. As vezes até paro para respirar fundo depois de tanto falar. Sou exagerada de natureza. Se vou fazer algo, quero que saia bem. Se vou falar, tento explicar tudo e acabo por falar demais. Se vou ler, tem que ser bom senão desisto ao meio. Se vou escrever, tenho que gostar porque fui eu que criei. Desabafar é bom e necessário. Sinto-me mais leve agora. Sinto que por hoje já chega. Cortei a meta. Ganhei o ouro. Resumindo e concluindo…dêem-me duas palavras que transformo numa página.


P.S: o livro muito bom que acabei de ler é “Alguém para amar”. Pus 350 porque não me lembro quantas eram, mas eram mais de 200.

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