Perder…!

9.12.08

Seja um jogo, um objecto ou alguém, perder é sempre triste, difícil e chato. Não é coisa que se goste, mas é coisa que não se evita. Podemos sentir um turbilhão de coisas, quando perdemos. Sentimo-nos incapazes. Sentimos que falhamos. Sentimo-nos menores. Acima de tudo sentimos tristeza. É menos um pedaço de nós. É uma metade que talvez não volte. Que a vida é um caminho longo todos sabemos, mas não quanto se perde nesse caminho. Perder é uma das formas mais puras de sofrer. É algo que nos marca para sempre. É algo que raramente temos a hipótese de mudar. É algo que nos torna diferentes. As vezes perdemos coisas que julgamos insignificantes. Quem se lembra que na creche perdeu o lápis verde que o pai lhe deu nos anos? Quem se lembra quando perdeu o primeiro dente? Quem se lembra que no ano passado perdeu uma borracha na escola? Quem se lembra que no sábado passado perdeu uma folha de papel na rua? Muitas coisas perdemos, mas avaliamos como inúteis. Quem garante que aquela folha de papel não salvaria uma vida? Ou que aquela borracha não traria felicidade a alguém? Ah, e por falar em sentimentos. Aquela dignidade que a menina perdeu ao ser violada. Aquela felicidade que o filho perdeu ao morrer a mãe. Aquela confiança que o marido perdeu ao ser traído. Aquela esperança que a criança perdeu ao pôr-do-sol. Perdemos coisas más. Perdemos a maldade. Perdemos a ingratidão. Perdemos a inveja. Perde-se de tudo. Perde-se muito. Quantas coisas perdemos ao longo da vida. Quantas causas no tribunal. Quantas ondas no mar. Quantas histórias no jornal. Quantas vidas no geral. Seja o que for ou como for. Quem já perdeu sabe o que significa. Para mim perder significa sofrer.

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